terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Petrópolis recebe recursos para recuperar áreas danificadas por chuvas

Para o restabelecimento de áreas danificadas por fortes chuvas em Petrópolis (RJ), o município recebeu autorização do empenho e transferência no valor de R$ 907.299,38.

Os recursos vão custear as obras de desobstrução e limpeza das vias públicas e a construção de coberturas de proteção de encostas, que visam evitar novos deslizamentos. A verba foi assegurada através do Ministério da Integração Nacional.



Foto: Reprodução/ Internet
A medida é complementar às ações de apoio federal implementadas pelo Ministério no mês passado. Logo após o início do período de chuvas intensas, a equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) esteve a disposição do município para auxiliar a prefeitura na elaboração de Plano de Trabalho para restabelecimento dos serviços essenciais.

Os recursos financeiros serão empenhados a título de transferência obrigatória, com prazo de 180 dias para serem empregados nas ações. Após conclusão das atividades a Prefeitura tem 30 dias para prestar contas ao Ministério da Integração.

Apoio federal
A Sedec atua no socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de áreas afetadas por desastres naturais como chuvas, vendavais, cheias, inundações, granizos, enxurradas, seca e estiagem.

Para ter acesso às ações, o município ou o estado precisa decretar situação de emergência ou calamidade pública e solicitar o reconhecimento federal, no prazo de dez dias contados a partir da ocorrência.

Os recursos disponibilizados para ações de recuperação visam à reconstrução de áreas danificadas. Para ter acesso, o ente (município, estados ou Distrito Federal) apresenta um Plano de Trabalho em até 90 dias após o desastre. A solicitação precisa conter o levantamento dos danos causados pela ocorrência e o material comprovatório dos fatos. Após análise e aprovação, o aporte financeiro ou material é encaminhado ao estado/e ou município.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Situação de emergência é reconhecida em 12 municípios do semiárido

Na última quinta-feira (1), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconheceu a situação de emergência em municípios da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba e Sergipe, causadas por seca e estiagem.

A partir do reconhecimento, as prefeituras podem solicitar apoio ao Governo Federal para ações de socorro, assistência e reestabelecimento de serviços essenciais, como o reforço das operações de abastecimento de água.

A medida também permite a renegociação de dívidas para o setor de agricultura junto ao Banco do Brasil e a aquisição de cestas básicas por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, dentre outros auxílios.

Veja a relação de cidades afetadas:


Bahia

Crisópolis - Estiagem
Quijingue - Estiagem


Maranhão

Governador Eugênio Barros - Estiagem
Graça Aranha - Estiagem
São Domingos do Maranhão - Estiagem


Minas Gerais

Cuparaque - Estiagem
Ibiracatu - Seca
Medina - Estiagem
Serranópolis de Minas - Estiagem
Várzea da Palma - Estiagem


Paraíba

Cuitegi - Estiagem


Sergipe

São Miguel do Aleixo - Seca

Desastres ambientais impactam diferentemente pequenas e grandes cidades

A maioria dos pequenos municípios brasileiros, cuja população é composta por até 100 mil habitantes e onde está concentrada metade da população brasileira, não tem um fundo de financiamento de ações de adaptação a mudanças ambientais, como a elevação da temperatura e do volume de chuvas, ou de aumento da resiliência e de mitigação de impactos de desastres naturais.

A falta de recursos financeiros e humanos para lidar com questões ambientais e desastres naturais apresentada por esses pequenos municípios – que representam 95% das cidades brasileiras – os torna mais vulneráveis a ser arrasados por desastres ambientais como o que ocorreu em Mariana, em Minas Gerais, em novembro de 2015.

A avaliação foi feita por Ricardo Ojima, professor do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), durante palestra no seminário “Finding solutions for urban resilience to nature’s challenges”, realizado entre os dias 28 e 29 de novembro, na FAPESP.

Promovido pela FAPESP, em parceria com a Finnish Funding Agency for Innovation (Tekes, na sigla em finlandês), da Finlândia, o objetivo do evento foi fomentar o desenvolvimento de novas colaborações científicas entre pesquisadores do Estado de São Paulo e finlandeses e apresentar os resultados de pesquisas apoiadas pela FAPESP em áreas como resiliência urbana, meteorologia, planejamento urbano e segurança hídrica.

“Se um desastre ambiental da magnitude do que aconteceu em Mariana tivesse ocorrido em São Paulo, por exemplo, o número de mortes certamente seria maior, afetaria o funcionamento da cidade, mas não a teria destruído completamente”, estimou Ojima.

“Já no caso de um município pequeno, como Mariana, um evento como o rompimento da barragem de minérios pode representar o fim da cidade, de seu patrimônio histórico e cultural e das relações afetivas que os moradores estabeleceram com o lugar”, comparou.

De acordo com o pesquisador, em números absolutos, as maiores cidades brasileiras – cuja população totaliza mais de 500 mil habitantes, concentram a outra metade da população brasileira e representam 5% dos municípios do país – têm um número maior de pessoas expostas às mudanças e aos desastres ambientais.

Os pequenos municípios, contudo, têm menos recursos e maior dificuldade de gerenciamento e capacitação técnica para lidar com problemas ambientais. “Estamos no fio da navalha em relação à adaptação das cidades brasileiras a mudanças ambientais e de resiliência a desastres naturais”, afirmou.

Segundo o pesquisador, são necessários investimentos para as duas situações: em adaptação e aumento da resiliência das grandes cidades, onde uma quantidade muito maior de pessoas pode ser afetada por um único evento extremo, e na busca de mecanismos para melhorar a capacidade adaptativa e a resiliência dos pequenos municípios que podem ser completamente arrasados por um desastre como o de Mariana.

Foto: Luana Lazarini
Aumento da exposição
Em comum, tanto nas grandes cidades, quanto nos municípios pequenos no país, tem se observado um aumento do número de pessoas vivendo em condições precárias, o que contribui para aumentar sua exposição a desastres ambientais, apontou Maria Camila Loffredo D’Ottaviano, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).

Segundo dados apresentados pela pesquisadora, obtidos do Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5,61% das famílias brasileiras vivem em favelas, das quais 9,79% na região metropolitana de São Paulo e 9,95% em São Paulo – cidade onde vive 10% da população do país.

“O levantamento do IBGE considera como famílias que vivem em favela aquelas que declaram morar em áreas invadidas. Com isso, a população que vive em loteamentos irregulares em áreas precárias no entorno das represas do Guarapiranga e da Billings em São Paulo, por exemplo, não é contabilizada como moradora de favela”, explicou D’Ottaviano.

Ao incluir essas famílias na contagem, o percentual de domicílios no município de São Paulo situados em áreas precárias chega quase a 30%, indicou a pesquisadora.

“Há uma grande concentração de áreas de favela na região Sul da cidade, onde estão as represas Guarapiranga e Billings, além de na região norte, na Cantareira, onde há uma área de proteção ambiental, e no extremo leste da capital. E essa situação piorou muito em 2010 em comparação com 2000”, apontou.

Os moradores dessas áreas precárias são os mais afetados pelas mudanças no regime de chuvas, por exemplo. Essa vulnerabilidade pode decorrer tanto da variabilidade climática natural quanto do crescimento da urbanização, que contribuiu para agravar os efeitos da “ilha de calor” – fenômeno climático que ocorre principalmente nas cidades com elevado grau de urbanização, como São Paulo, onde o ar e as temperaturas da superfície são mais quentes do que em áreas rurais no entorno –, apontaram pesquisadores participantes do evento.

Com o aumento da urbanização, o solo da cidade – antes protegido pela vegetação remanescente da Mata Atlântica – tornou-se impermeável ao ser coberto por materiais como asfalto e concreto, que absorvem muito calor e não retêm umidade.

Com isso, durante o dia o clima na cidade fica muito quente e, à noite, o calor acumulado é liberado para a atmosfera. A umidade relativa do ar da cidade é reduzida e a evaporação de água do solo para a formação de nuvens é acelerada.

“Há espaço para se estudar exatamente a localização das ilhas de calor na cidade e a utilidade dos bolsões verdes para mitigar os efeitos desse fenômeno climático em determinadas regiões da cidade, como baixios”, disse Humberto Rocha, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP durante o evento.

“Ainda temos muita ciência a produzir para esclarecer questões de escala e atribuição de causas para mudanças climáticas em cidades como São Paulo”, apontou.

Falta de conexão
Na avaliação de Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da USP, as universidades brasileiras já produzem um número expressivo de estudos sobre cidades.

A USP, por exemplo, é a quarta universidade no mundo com maior número de trabalhos indexados no Web of Science, e a terceira em estudos relacionando cidades e saúde.

A grande dificuldade, entretanto, é converter os resultados desses estudos em soluções integradas que sejam adotadas pelos administradores públicos, apontou.

Para isso, segundo ele, é preciso demonstrar aos gestores o quanto eles poderão ter que pagar por não adotar uma solução proposta e os danos à população, apontou.

“No caso do Brasil, onde os prefeitos se debatem com dificuldades econômicas, é preciso apontarmos os efeitos futuros ou benefícios imediatos em termos financeiros”, avaliou.

Também participaram do evento Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP; Jarkko Wickström, coordenador de Cooperação para Educação, Ciência e Pesquisa da Embaixada da Finlândia no Brasil; e Ari-Matti Harri, do Finnish Meteorological Institute (FMI). 

Fonte: Agência FAPESP.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Links mais acessados nos últimos 30 dias

11/11/2016 -O Plano Estadual de Defesa Civil (PEPDEC) tem a finalidade de articular e facilitar a prevenção, preparação e resposta aos desastres no Estado do Espírito Santo.


Tem início submissão de trabalhos para o XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada
15/11/2016 - 
O XVII SBGFA acontece 28 de Junho a 02 de Julho de 2017. O prazo para envio de trabalhos é 15 de Fevereiro.






17/11/2016 - Os dados fazem parte de um relatório divulgado pelo Banco Mundial, na Cúpula do clima de Marrakesh (COP 22), no Marrocos. Somente na América Latina, as perdas chegam a US$ 84 bi.
17/11/2016 - O repasse foi realizado pelo Ministério da Integração Nacional, para restabelecer serviços de alerta e alarmes em pontos estratégicos em áreas de menor vulnerabilidade.


18/11/2016 A situação de emergência também foi reconhecida em municípios dos estados da Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Previsão climática para o verão indica situação alarmante na região Nordeste

As chuvas na região Nordeste deverão ficar abaixo da média histórica no período de dezembro a fevereiro de 2017. Já no Sudeste e Centro-Oeste do país, mesmo com o início da estação chuvosa, os reservatórios somente irão retornar ao nível normal com a ocorrência de chuvas acima da média. Os dados estão na Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) divulgada no último dia 25.

"As projeções são alarmantes, mas piores para o Nordeste. A tendência é de chuvas abaixo da média histórica para o trimestre", afirma a pesquisadora Renata Tedeschi, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe).
Foto: Luiz Moreira/ Agência O Globo
"A seca prolongada castiga o Nordeste desde 2010, ficou mais acentuada em 2012 e agora temos uma previsão abaixo do esperado. Isso ocorre, em parte, porque o La Niña não está bem configurado ainda. A projeção é de La Niña de curta duração e fraca intensidade. Se fosse de alta intensidade as chuvas aumentariam no Nordeste. Então, o que comanda o clima no Nordeste é o Atlântico Norte, que está aquecido", explica.

Segundo a pesquisadora, se as chuvas no Sudeste continuarem dentro da média, os reservatórios não irão voltar aos níveis normais. "O reservatório de Três Marias, por exemplo, só vai retornar à vazão normal se chover 25% acima da média histórica. Se a precipitação ficar dentro da média normal para o período, o nível continuará baixo, mas de modo geral, a previsão climática para dezembro, janeiro e fevereiro para as duas regiões apresenta baixa previsibilidade. O ideal é acompanhar as previsões", diz.

No Norte do país, a previsão aponta para a ocorrência de chuvas dentro do normal para o período com probabilidade de aumento acima da média. Na região Sul, se houver alteração da precipitação, deverá ser abaixo da média histórica. "No entanto, tudo indica que no Sul deve ficar dentro da média climatológica", afirma Tedeschi.

Em todo o país as temperaturas deverão manter-se dentro do normal para o trimestre.

A previsão é elaborada pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) que tem a participação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), além do Inpe.


Fonte: MCTIC.