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quarta-feira, 28 de junho de 2017

UFES apresenta em Brasília resultados de pesquisa sobre o desastre de Mariana

Professores da Ufes, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) se reuniram na última quarta-feira, 21, na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, onde apresentaram resultados consolidados sobre o desastre de Mariana e seu impacto no ambiente costeiro/marinho.

O professor do Departamento de Oceanografia da Ufes, Alex Bastos, representou a equipe da Universidade que trabalhou na análise deste material, envolvendo mais de oito professores e dezenas de alunos e bolsistas. O professor aponta que o desastre apresentou diferentes níveis de impactos, sendo um impacto de caráter agudo, que afetou a região desde o primeiro dia de chegada da lama até cerca de dois meses depois e, posteriormente, impactos crônicos que estão perdurando e ainda colocando em risco o ecossistema.

Entre os principais resultados apresentados pela equipe da Ufes está a ocorrência de fluxo de alta densidade no ambiente marinho quando da chegada da lama, alcançando concentrações de até 9g/l e levando a uma alta taxa de acumulação imposta pela chegada da lama na foz do Rio Doce. Esse processo afetou diretamente a comunidade bentônica (diminuindo o número de indivíduos e a diversidade, aumentando a dominância de alguns grupos).

Durante a chegada da lama observou-se ainda a elevação dos teores de metais (principalmente ferro, alumínio, manganês e cromo) e nutrientes na água, o que levou a uma imediata resposta na cadeia alimentar, alterando a comunidade de organismos que compõe a base da mesma (fito e zooplâncton). O impacto agudo gerou um aumento na abundância de organismos e perda de diversidade, seguido de um impacto crônico com uma consequente perda na riqueza de espécies. Durante expedições nos primeiros meses, foi também observado o indício de que houve deposição de lama de rejeito na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas e no Refúgio de Vida Silvestre (RVS) de Santa Cruz, ambas unidades de conservação federais.

Resultados
Após mais de um ano de trabalho e contabilizando nove expedições, os professores apontam que houve um significativo aumento no teor de metais nos sedimentos marinhos, um impacto crônico nas comunidades planctônicas (que nunca voltaram aos níveis anteriores ao acidente) e potencial risco de elevação na concentração de metais na água em função dos períodos de cheia do Rio Doce, bem como provenientes da ressuspensão dos sedimentos de fundo na região costeira adjacente. A análise na distribuição mineralógica e de metais no sedimento aponta para um transporte gradativo do sedimento em direção Norte em relação a foz do rio Doce, como já era de conhecimento anterior em pesquisas realizadas na Ufes.

A conclusão do estudo mostra que o ecossistema ainda sofre de um processo crônico produzido a partir do impacto gerado pelo rompimento da barragem de rejeitos e a chegada destes no ambiente marinho e costeiro. As altas quantidades de metais típicos do rejeito, como ferro e alumínio, e outros relacionados também ao deslocamento da lama ao longo da bacia hidrográfica do Rio Doce (cromo, níquel, zinco, chumbo e manganês) alteraram a qualidade da água, afetando todo o ambiente. Isso significa que ainda existe grande risco ambiental e social, uma vez que a estrutura do ecossistema foi afetada e os metais no sedimento podem, ao longo do tempo, serem biodisponibilizados entrando na cadeia alimentar novamente. 

Mais de 20 instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil criaram uma Rede de Pesquisa – Rede Rio Doce Mar, visando a elaboração de projetos de pesquisa e extensão para o monitoramento da biodiversidade. Esta iniciativa apresenta uma proposta de análise integrada entre a bacia Hidrográfica do Rio Doce e os ambientes costeiro e marinho, com o objetivo de desenvolver estudos sobre o impacto no ecossistema e os desdobramentos para a sociedade.

O relatório final estará disponível em até 15 dias e ficara disponível no site das instituições.

Com informações do professor Alex Bastos.
Fonte: UFES.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Eventos: IV Seminário Internacional - Gestão de Risco de Desastres

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Informações: Clique aqui.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

11 municípios em AL, BA, MG, PI, RS e SE tem situação de emergência reconhecida

Na última terça-feira (3), o Ministério da Integração Nacional reconheceu a situação de emergência em 11 municípios nos estados de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Sul. A medida irá garantir o acesso de Prefeituras às ações de apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas danificadas. As portarias foram publicadas na edição do último dia 3 do Diário Oficial da União (DOU) e os reconhecimentos têm vigência de 180 dias.

A seca levou à situação de emergência seis municípios em quatro estados: Jaíba e Rubim (MG), Coivaras (PI), Feira Nova e Poço Redondo (SE) e Mar Vermelho (AL). Já no Rio Grande do Sul, as cidades de Ibirapuitã e Tio Hugo foram contempladas em função de vendavais que atingiram a região.

Os demais municípios reconhecidos na Portaria foram: Itapicuru (estiagem), na Bahia; Coração de Jesus (estiagem) e Itaobim (enxurradas), em Minas Gerais.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Situação de emergência é reconhecida em 12 municípios do semiárido

Na última quinta-feira (1), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconheceu a situação de emergência em municípios da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba e Sergipe, causadas por seca e estiagem.

A partir do reconhecimento, as prefeituras podem solicitar apoio ao Governo Federal para ações de socorro, assistência e reestabelecimento de serviços essenciais, como o reforço das operações de abastecimento de água.

A medida também permite a renegociação de dívidas para o setor de agricultura junto ao Banco do Brasil e a aquisição de cestas básicas por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, dentre outros auxílios.

Veja a relação de cidades afetadas:


Bahia

Crisópolis - Estiagem
Quijingue - Estiagem


Maranhão

Governador Eugênio Barros - Estiagem
Graça Aranha - Estiagem
São Domingos do Maranhão - Estiagem


Minas Gerais

Cuparaque - Estiagem
Ibiracatu - Seca
Medina - Estiagem
Serranópolis de Minas - Estiagem
Várzea da Palma - Estiagem


Paraíba

Cuitegi - Estiagem


Sergipe

São Miguel do Aleixo - Seca

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Municípios de AM, ES, MG, BA e SE tem situação de emergência reconhecida

Mais dez municípios afetados pelo extenso período de seca e estiagem terão acesso a auxílio federal. Publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (25), o reconhecimento de situação de emergência vai garantir a continuidade das ações de restabelecimento de serviços essenciais, como o abastecimento de água, além de permitir que as Prefeituras solicitem apoio do Governo Federal em diversas frentes, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura, entre outros.
Nos últimos 3 meses, a ocorrência de seca ou estiagem foi reconhecida em dois municípios capixabas.
Foto: Reprodução/TV Gazeta
Entre as cidades reconhecidas estão: Apuí, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã, no Amazonas; Canudos, na Bahia; Malacacheta, em Minas Gerais; Águia Branca, no Espírito Santo; e Moita Bonita, Poço Verde e Simão Dias, em Sergipe.
O apoio da União é complementar às ações dos estados e municípios. O reconhecimento federal é realizado após decreto oficial de emergência ou calamidade pública dos estados ou municípios e o envio de solicitação à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Defesa Civil reconhece a situação de emergência em cinco estados brasileiros

Nove cidades brasileiras tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional nesta terça-feira (22) e passam a ter acesso às ações de apoio federal para o restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução das áreas danificadas. A medida foi adotada em decorrência das chuvas de granizo no sul do país e do extenso período de seca e estiagem na região Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Os reconhecimentos federais foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) e contemplam municípios da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Maranhão.
O apoio federal é complementar à atuação dos estados e municípios. As cidades contempladas são Dom Basílio (seca) e São Desidério (estiagem), na Bahia; Japonvar (seca), em Minas Gerais; Santa Cruz do Xingu (estiagem), no Mato Grosso; São José das Missões (granizos), no Rio Grande do Sul; e, devido à estiagem, Duque Bacelar, Gonçalves Dias, Governador Luiz Rocha e Matões, no Maranhão.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Desastres naturais provocam situação de emergência em município do Espírito Santo

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, reconheceu a situação de emergência em 21 municípios dos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O município de Itarana, localizado na região central do Espírito Santo, está incluído no alerta.

Com a medida, as Prefeituras podem solicitar apoio do Governo Federal para ações imediatas e de reconstrução. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A estiagem foi a causa da situação de emergência em oito cidades mineiras: Arinos, Curral de Dentro, Goiabeira, Itambacuri, Matias Cardoso, Monjolos, Olhos D'água, São João das Missões; nos municípios baianos Caetité, Rafael Jambeiro e Senhor do Bonfim; na Bahia, a seca motivou o cenário para o reconhecimento em Juramento e Ladainha.

Na região Sul do país a situação de emergência foi reconhecida em Imbé (RS), Matinhos e Guaratuba (PR), atingidos por marés de tempestades - as chamadas ressacas -; e nas cidades de Pérola (PR) e Angelina (SC), afetadas por enxurradas. Jari (RS) teve estruturas danificadas por granizos e Pedras Grandes (SC) por vendavais.

Foto: Reprodução/TV Gazeta
Além de viabilizar o acesso aos programas de fornecimento de água tratada - como a Operação Carro-Pipa Federal - e recursos para socorro e assistência, o reconhecimento da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MI) também permite que os municípios tenham direito a outros benefícios. Dentre eles, a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil, a aquisição de cestas básicas com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Municípios mineiros receberão sistemas de alertas contra desastres

Equipes da defesa civil do Ministério da Integração Nacional visitaram, na última terça-feira (1), áreas de risco da região de Mariana (MG), afetadas pelo rompimento da Barragem do Fundão, em novembro de 2015. O objetivo da expedição é auxiliar as prefeituras em eventuais incidentes que possam surgir no período de chuvas.

Os técnicos se reuniram com gestores municipais de Mariana, Rio Doce, Barra Longa, Rio Casca, Sem Peixe e Santa Cruz do Escalvado para tratar também da elaboração dos Planos de Contingência dos municípios, que deverão ser concluídos até o final do mês de novembro.

Foto: Agência Brasil
"A visita nos possibilitou acompanhar todo o trabalho preventivo que vem sendo realizado, incluindo a instalação de sistemas de monitoramento e alerta em toda a região. Também aproveitamos a oportunidade para orientar as autoridades locais sobre a importância das ações de prevenção e preparação. Os esforços e planejamentos conjuntos buscam minimizar danos humanos numa eventual situação de emergência”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Renato Newton Ramlow.

A execução de simulados na região também foi anunciada pelo secretário. “Vamos realizar, nos próximos dias 8 e 9 de novembro, dois grandes exercícios práticos em Mariana e Barra Longa. A ação, em parceria com as defesas civis municipais e empresas gestoras das barragens, irá envolver toda a população que vive em áreas de impactos diretos em uma atividade coordenada que simula uma situação de evacuação e mobilização das forças de segurança”, explicou Renato Newton.

Para isso, algumas estratégias previstas nos planos emergenciais serão testadas, a exemplo das rotas de fugas e dos alertas sonoros. “As rotas de fuga e os pontos de encontro para as comunidades da região já estão definidos. No entanto, a equipe da Defesa Civil Nacional fez um alerta para que a sinalização desses locais e percursos seja reforçada para ampliar a eficiência desta medida”, destacou o secretário.
Fonte: Portal Brasil.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Governo Federal libera verba de R$10 milhões para recuperar danos causados por desastres

Mais de R$ 10,04 milhões foram autorizados pelo Ministério da Integração Nacional para que cidades do Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás possam reconstruir estruturas danificadas por chuvas, enxurradas e inundações. As portarias foram publicadas nesta quarta-feira (26), no Diário Oficial da União.

A cidade paranaense de Londrina receberá R$ 5,6 milhões para reconstruir dez pontes atingidas por enxurradas no início de 2016. Teresina de Goiás (GO) também sofreu com inundações neste ano e poderá recuperar quatro pontes com o apoio financeiro do Ministério, no valor de R$ 2,1 milhões.

Os recursos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para Cariacica (ES), no valor de R$ 1,6 milhão, serão utilizados para a estabilização de uma encosta no bairro Porto de Santana e outra em Porto Novo, ambas afetadas por chuvas intensas em dezembro de 2013.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Cariacica
Aimorés (MG) terá R$ 436,5 mil de apoio federal para ações de reconstrução das pontes Lagoa Branca, distrito Penha do Capim, e Asilo, no bairro Barra Preta. As estruturas também foram danificadas por fortes chuvas no final de 2013.


Como acessar os recursos

Para ter acesso aos recursos de reconstrução de áreas públicas danificadas por desastres naturais, a prefeitura ou o governo estadual precisam obter o reconhecimento federal de situação de emergência e apresentar um plano de trabalho e o relatório de diagnóstico, no prazo de até 90 dias após a ocorrência.

As solicitações são feitas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID). Com base nesses documentos, o Ministério da Integração Nacional analisa os processos e define o valor a ser disponibilizado para a execução das ações. O órgão tem prazo de 365 dias para executar as ações.

Fonte: Portal Brasil.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

UFES, UFOP e UFMG assinam protocolo de intenções para Observatório do desastre Mariana – Rio Doce

A UFES, junto com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e  Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), assinou na última quarta-feira (14), um protocolo de intenções que firma a parceria entre as instituições para, entre outras ações, identificar alternativas de geração de renda para os atingidos pelo desastre tecnológico ocorrido em Mariana.

O documento prevê a criação do Observatório Interinstitucional do Desastre Mariana-Rio Doce, que visa unir esforços no sentido de desenvolver, sistematizar e divulgar resultados de pesquisa, relatórios técnicos, pareceres e informações sobre o desastre de Mariana, diminuindo a dispersão de estudos sobre a região e disponibilizando informações e conhecimento técnico para a população, políticas públicas, pesquisadores e outras instituições.

O Observatório será um dispositivo importante para amenizar a fragmentação e a dispersão de discursos e perspectivas sobre os acontecimentos e contribuirá com o fortalecimento do papel da população na (re)construção de um projeto de vida que promova cidadania; a colaboração com as políticas públicas dos mais variados setores, com produções que contribuam para os direitos de cidadania da população atingida, desenvolvimento solidário e sustentável, justiça social e atuação em rede; e a elaboração de um mapeamento da cadeia produtiva — diagnóstico aprofundado da região a fim de identificar e fomentar alternativas para geração de renda da população atingida.

Foto: Foca Lisboa

Para tal, os reitores das três universidades se reuniram com membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Participaram do evento os reitores, professores entre outros representantes das universidades envolvidas no observatório.