segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Desastres naturais geraram US$ 175 bilhões de danos em 2016

Em 2016, terremotos, furacões e outras catástrofes naturais causaram danos de US$ 175 bilhões em nível mundial, a maior cifra dos últimos quatro anos, e um pouco inferior apenas a 2012, cujo valor dos danos foi de US$ 180 bilhões.

A informação é da companhia de seguros alemã Munich Re, segundo a qual apenas 30% das perdas foram reasseguradas, cerca de US$ 50 bilhões. A empresa registrou 750 catástrofes naturais relevantes, entre terremotos, furacões, inundações, secas e ondas de frio e de calor extremo, um número maior que a média dos últimos 10 anos, que é de 590.

No entanto, uma notícia boa é que, no ano passado, a quantidade de mortos devido a esses desastres foi bem menor que as dos últimos anos. Em 2016, morreram 8,7 mil pessoas pelas catástrofes contra a média da última década, que é de 60 mil vítimas fatais por ano.

Com esse dado, o número de mortes em 2016 foi o melhor dos últimos 30 anos com exceção de 1986, quando as catástrofes naturais mataram 8,6 mil pessoas, e de 2014, que teve "apenas" 8.050 mortes.

Em termos econômicos, o evento que gerou o maior impacto negativo foram os dois terremotos na ilha de Kyushu, no Japão, no abril passado, que causaram US$ 31 bilhões de danos, dos quais apenas US$ 6 bilhões foram reassegurados.

Terremoto ocorrido no Japão, em abril de 2016
Foto: Kyodo / via Reuters
Em segundo lugar se encontra as enchentes e inundações que atingiram a China entre os meses de junho e julho que custaram US$ 20 bilhões, dos quais US$ 300 milhões foram "devolvidos". Já ocupando a terceira posição está o furacão Matthew, que atingiu o Caribe e parte dos Estados Unidos em outubro e causou US$ 10,2 bilhões de danos, dos quais US$ 3,8 bilhões foram reassegurados.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Desastres naturais custam ao Brasil R$ 800 milhões ao mês

Novo estudo publicado pelo Banco Mundial e o Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres, da Universidade Federal de Santa Catarina, revela que o Brasil perdeu R$ 182,8 bilhões com desastres naturais entre 1995 e 2014.

Desse total, R$ 137,3 bilhões se referem a impactos nos serviços públicos e privados, na agricultura, na pecuária e na indústria. Os R$ 45,4 bilhões restantes correspondem a danos na infraestrutura, nas habitações e nas instalações de saúde, ensino e comunitárias, entre outras.


Secas e inundações
O Relatório de Danos Materiais e Prejuízos Decorrentes de Desastres Naturais no Brasil é o primeiro do tipo em escala nacional. No período considerado pela pesquisa, foram reportadas perdas anuais superiores a R$ 9 bilhões. Isso significa que secas, inundações, vendavais e outros desastres custaram ao país cerca de R$ 800 milhões mensais.

Para Frederico Pedroso, especialista do Banco Mundial, esses dados derrubam uma percepção muito comum entre os brasileiros: a de que o país não sofre com desastres.

"Via de regra, o Brasil não é um país exposto a perigos naturais extremos. Mas temos outros problemas, tais como um planejamento e um controle urbano muito ineficientes, isso leva à ocupação humana em locais não propícios e consequentemente a desastres. E como o nosso estudo aponta, a somatória dos impactos tanto econômicos quanto humanos desses desastres acaba sendo extremamente relevante para as diferentes esferas de governo."


Vendavais
Foram considerados na pesquisa os registros que apontavam algum tipo de dano ou prejuízo reportado pelos municípios. Rafael Schadeck, consultor do Banco Mundial e pesquisador da UFSC, explica quais são os mais comuns.

"Os desastres mais comumente reportados pelos municípios são aqueles do grupo climatológico, que são aqueles de evolução mais gradual, mais lenta, como seca e estiagem. Eles representam 48% dos registros e ocorrem com maior frequência nas regiões Nordeste e Sul do país. Em segundo lugar, vem o grupo hidrológico, que são os desastres relacionados ao excesso de chuvas. E eles ocorrem com maior frequência na Região Sudeste do país, representando 39% dos registros da pesquisa."

Também são levados em conta os eventos relacionados a vendavais e granizo, entre outros. Os resultados são apresentados em mapas temáticos e em gráficos, fornecendo dados e estatísticas relevantes aos gestores públicos, população, academia e setor privado.

O objetivo é estimular a adoção de práticas efetivas na gestão de riscos de desastres e, dessa forma, aumentar a proteção social e o desenvolvimento econômico das populações mais vulneráveis.

Fonte: Reportagem do Banco Mundial para a ONU News.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

11 municípios em AL, BA, MG, PI, RS e SE tem situação de emergência reconhecida

Na última terça-feira (3), o Ministério da Integração Nacional reconheceu a situação de emergência em 11 municípios nos estados de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Sul. A medida irá garantir o acesso de Prefeituras às ações de apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas danificadas. As portarias foram publicadas na edição do último dia 3 do Diário Oficial da União (DOU) e os reconhecimentos têm vigência de 180 dias.

A seca levou à situação de emergência seis municípios em quatro estados: Jaíba e Rubim (MG), Coivaras (PI), Feira Nova e Poço Redondo (SE) e Mar Vermelho (AL). Já no Rio Grande do Sul, as cidades de Ibirapuitã e Tio Hugo foram contempladas em função de vendavais que atingiram a região.

Os demais municípios reconhecidos na Portaria foram: Itapicuru (estiagem), na Bahia; Coração de Jesus (estiagem) e Itaobim (enxurradas), em Minas Gerais.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Eventos: 5ª Plataforma Regional para a Redução do Risco de Desastres nas Américas



De 7 a 9 de Março, a cidade de Montreal, Canadá, sediará a Quinta Plataforma Regional para a Redução do Risco de Desastres (RRD) nas Américas. O evento é organizado pelo Governo do Canadá em cooperação com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), a Plataforma Regional será a primeira oportunidade para os governos e as partes interessadas das Américas discutir e acordar um Plano de Ação Regional para apoiar a implementação do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030.

Para acessar o site do evento, clique aqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Curso - Logística aplicada em Operações Humanitárias e Desastres Naturais


Nos dias 30 e 31 de janeiro, na FATEC São José dos Campos, será oferecido gratuitamente o Curso de Extensão Universitária "Logística aplicada em Operações Humanitárias e Desastres Naturais".

O curso é destinado aos profissionais que atuam na prevenção e socorro a desastres naturais e tem como requisitos ensino médio completo, conhecimentos em internet e no software Excel.

As vagas são limitadas, e as inscrições se encerram no dia 21/01. Para acessar o site, clique aqui.