segunda-feira, 21 de novembro de 2016

I Seminário Nacional de Avaliação dos Alertas do Cemaden

O I Seminário Nacional de Avaliação dos Alertas do Cemaden, organizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações- conta com a parceria do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) – do Ministério da Integração Nacional – e do Conselho Nacional de Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil (Congepedec).

O evento ocorrerá entre os dias 03 a 07 de abril de 2017, no Parque Tecnológico em São José dos Campos (SP), reunindo coordenadores e membros das Defesas Civis estaduais e municipais, para avaliar e discutir o conteúdo, tempestividade e disseminação dos Alertas de Desastres Naturais, além das perspectivas do aprimoramento desses alertas.

O Cemaden pretende estabelecer e consolidar uma comunicação contínua com Defesas Civis, após a emissão do alerta feita pelo Cemaden. Para isso, a programação está sendo elaborada junto às Defesas Civis, inserindo suas exposições e intercâmbio das experiências locais e regionais. O seminário também contará com palestras técnico-científicas sobre monitoramento, alerta e prevenção de riscos de desastres naturais.

Imagem: Divulgação/Cemaden.

“O retorno da comunicação das Defesas Civis ao Cemaden – no feedback da situação e ações decorrentes dos alertas recebidos – contribuirão para o conhecimento e avaliação da consistência e qualidade dos dados monitorados e emissão eficaz dos alertas.”, frisa o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes. O diretor explica que essa comunicação contínua e sistematizada possibilitará a construção da integração necessária à atuação sinérgica dos diversos órgãos brasileiros, os quais atuam no gerenciamento de risco de desastres, em níveis federal, estadual e municipal.



Monitoramento e alertas de risco de desastres naturais
Criado em 2011, por meio do Decreto nº 7.513, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), no âmbito do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – atualmente, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – tem a missão fundamental de monitorar e emitir alertas da provável ocorrência de desastres associados aos fenômenos naturais, utilizando tecnologias modernas de monitoramento e previsões hidrometeorológicas e geodinâmicas, com dados da rede observacional própria e da rede de instituições parceiras.

Operando 24 horas por dia, sem interrupção, o Cemaden monitora, em todo o território nacional, as áreas de risco de 957 municípios classificados como vulneráveis a desastres naturais. Envia os alertas de riscos de desastres naturais ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério da Integração Nacional (MI), o qual retransmite para os órgãos estaduais e municipais de Defesa Civil, auxiliando o Sistema Nacional de Defesa Civil. Desde dezembro de 2011, o Cemaden já emitiu cerca de 6 mil alertas de riscos de desastres naturais.

Fonte: Cemaden.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Alertas meteorológicos para as próximas horas

Foto: Folha Vitória
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) prevê que entre noite desta sexta-feira (18) e a madrugada do sábado (19), as condições meteorológicas continuam favoráveis para a ocorrência de chuva intensa em trechos do Espírito Santo, acompanhada de rajadas de vento e trovoadas. Não se descarta uma eventual queda de granizo (menor chance nas cidades da Grande Vitória, litoral sul e litoral norte). O tempo abre rapidamente no sábado (19), mas o vento permanece forte no litoral e moderado nas áreas afastadas do mar.

Devido aos significativos acumulado de chuva, o Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres (CENAD), pertencente à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC/MI) enviou alertas reportando risco moderado de movimento de massa nos municípios de Santa Maria de Jetibá, Viana, Cariacica, Fundão, Santa Leopoldina, Aracruz, Governador Lindemberg, Colatina, Vitória, Vila Velha, Marilândia, João Neiva, Ibiraçu, Serra, Rio Bananal e Rio Novo do Sul. Em grande parte do Espírito Santo, a intensidade da chuva pode variar entre moderada e forte, principalmente no período da madruga e manhã de sábado.


Alerta de ressaca
A Marinha do Brasil emitiu nesta sexta-feira (18) um alerta de ressaca para o litoral capixaba, na região entre Guarapari e Regência. As ondas na costa podem chegar a 2,5 metros de altura e atingir 5 metros em alto mar.


O alerta é válido da noite desta sexta até a madrugada de domingo (20). O fenômeno é causado por uma frente fria que chega ao Estado. Em virtude da mudança, há risco de rajadas fortes no litoral e a temperatura pode cair no Estado. As informações são do Centro de Hidrografia da Marinha.

Ocorrências de destaque de Defesa Civil-ES registradas nas últimas 24 horas
Durante as chuvas ocorridas na tarde desta sexta-feira, foi registrado um deslizamento de terra no bairro Universal, em Viana. Duas Famílias ficaram desalojadas. Houve registro, também, de diversas quedas de árvores obstruindo vias da cidade. 

Em Fundão, em Assentamento Piranema, houve o registro de um vendaval. Os fortes ventos provocaram o destelhamento de uma casa. Uma família ficou desalojada. Ainda em fundão, os fortes ventos provocaram a queda de 5 árvores na rodovia ES-261, deixando a via obstruída. A defesa civil municipal já realizou o corte das árvores e a via logo foi liberada. 

No município de Serra, foram registrados alagamentos nos bairros Taquara, Parque Residencial Laranjeiras, Areinha e Novo Horizonte. Até o momento não há informação de vítimas, desalojados ou desabrigados. 

Na tarde desta sexta (18) alguns municípios registraram chuva forte, como Domingos Martins, Iconha, Serra, Venda Nova do Imigrante e Viana.

Granizo
Durante a noite da última quinta-feira (17), o município de Colatina registrou forte temporal, na região noroeste do Espírito Santo. Choveu granizo e os ventos chegaram a 50 km/h. De acordo com informações passadas pela Defesa Civil local, não houve registro de desalojados ou ocorrências em que pessoas estariam em risco.

Usos da água no rio São Mateus voltam ao estado de normalidade

Rio São Mateus.
Foto: Zig Koch/Banco de Imagens ANA
Na última quarta-feira, 16 de novembro, o último boletim de acompanhamento da bacia do rio São Mateus informou que os usos da água da região estão no estado Normal, já que o nível do rio registrado na estação Boca da Vala foi de 125cm. Segundo as regras determinadas pela ANA, a situação de normalidade acontece com níveis acima de 104cm neste ponto, que fica a cerca de 40km acima do município de São Mateus (ES). Neste estado, são permitidos os usos da água para abastecimento público e para os usos outorgados sem restrição para captação.

De acordo com as regras de uso da água, para o uso da água nos rios de domínio da União (interestaduais) na bacia do São Mateus, há quatro estados hidrológicos possíveis: Normal, Alerta, Restrição e Suspensão. Todos eles são determinados pelo nível do rio na estação Boca da Vala. Estas regras estão vigentes até 30 de abril de 2017.

Fonte: Divulgação/ANA
Até o boletim anterior, de 11 de novembro, o nível estava em 95cm, na faixa de Alerta. Neste estado, que acontece entre os níveis de 84 e 103cm, água pode ser captada para abastecimento público e para usos outorgados com restrição – captação entre 22h e 6h. No estado de Restrição, quando o rio fica entre as cotas de 47 e 83cm, são permitidos os usos da água para consumo humano e animal, além de usos outorgados com restrição – captação permitida entre 22h e 2h.

O estado hidrológico de Suspensão é o mais severo e acontece quando o nível do rio São Mateus fica abaixo de 47cm na estação Boca da Vala. Nesta situação, a água somente pode ser utilizada para o consumo humano e a dessedentação de animais, que são os usos prioritários em situações de escassez hídrica segundo a Política Nacional de Recursos Hídricos.

Tanto para Restrição quanto para Suspensão, as entidades responsáveis pelo abastecimento público devem priorizar o atendimento ao consumo humano de residências, hospitais, escolas, creches, órgãos públicos, entre outros. Também devem ser coibidos usos menos essenciais, como: irrigação de jardins e lavagem de carros e calçadas. O descumprimento das regras estabelecidas será considerado infração grave de acordo com o Artigo 20, inciso I, da Resolução ANA nº 662/2010.

As regras foram elaboradas pela Agência Nacional de Águas (ANA) considerando informações levantadas em campo, a análise dos dados hidrológicos e das outorgas de direito de uso de recursos hídricos já concedidas na bacia hidrográfica. Os boletins de acompanhamento são divulgados na página da Sala de Situação da Agência, geralmente às terças e sextas, e apontam o estado da bacia. Os boletins valem para o dia de sua divulgação e para os dias que antecedem o próximo boletim e podem ser acessados aqui.

A outorga
A outorga de direito de uso de recursos hídricos é um instrumento de gestão que está previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos, estabelecida pela Lei nº 9.433/97, cujo objetivo é assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso aos recursos hídricos. Para corpos d’água de domínio da União (interestaduais e transfronteiriços), a competência para emissão da outorga é da ANA.

Desastres naturais provocam situação de emergência em município do Espírito Santo

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, reconheceu a situação de emergência em 21 municípios dos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O município de Itarana, localizado na região central do Espírito Santo, está incluído no alerta.

Com a medida, as Prefeituras podem solicitar apoio do Governo Federal para ações imediatas e de reconstrução. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A estiagem foi a causa da situação de emergência em oito cidades mineiras: Arinos, Curral de Dentro, Goiabeira, Itambacuri, Matias Cardoso, Monjolos, Olhos D'água, São João das Missões; nos municípios baianos Caetité, Rafael Jambeiro e Senhor do Bonfim; na Bahia, a seca motivou o cenário para o reconhecimento em Juramento e Ladainha.

Na região Sul do país a situação de emergência foi reconhecida em Imbé (RS), Matinhos e Guaratuba (PR), atingidos por marés de tempestades - as chamadas ressacas -; e nas cidades de Pérola (PR) e Angelina (SC), afetadas por enxurradas. Jari (RS) teve estruturas danificadas por granizos e Pedras Grandes (SC) por vendavais.

Foto: Reprodução/TV Gazeta
Além de viabilizar o acesso aos programas de fornecimento de água tratada - como a Operação Carro-Pipa Federal - e recursos para socorro e assistência, o reconhecimento da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MI) também permite que os municípios tenham direito a outros benefícios. Dentre eles, a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil, a aquisição de cestas básicas com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Desastres naturais anualmente levam 26 milhões de pessoas à pobreza e geram prejuízo de U$300 bi

Fenômenos meteorológicos extremos, agravados pelas mudanças climáticas, colocam 26 milhões de pessoas na pobreza a cada ano, aponta relatório do Banco Mundial. América Latina está entre as regiões mais afetadas. A cada ano, os desastres naturais geram um prejuízo econômico superior a 300 bilhões de dólares e colocam 26 milhões de pessoas na pobreza. É o que aponta um relatório do Banco Mundial divulgado na última segunda-feira (14/11) durante a cúpula do clima de Marrakesh (COP 22), no Marrocos.

O documento quantifica os impactos humanos e econômicos dos fenômenos meteorológicos extremos, agravados pelas mudanças climáticas, sobre a pobreza, trazendo evidências de que são muito mais devastadores do que se pensava.

"Os eventos climáticos de grande envergadura põem em perigo décadas de avanços na luta contra a pobreza. As tempestades, as inundações e as secas têm graves consequências humanas e econômicas, com os pobres pagando, muitas vezes, o preço mais elevado. Construir resiliência aos desastres não só faz sentido em termos econômicos, como é um imperativo moral", afirmou o presidente do Bando Mundial, Jim Yong Kim, citado em comunicado da instituição.

O relatório do Banco Mundial contabiliza o peso desigual dos desastres naturais sobre os pobres. A análise leva em consideração dois fatores: as perdas patrimoniais e as perdas no bem-estar, o que permite analisar melhor os danos para os mais pobres, já que "perdas de um dólar não significam o mesmo para uma pessoa rica do que para uma pessoa pobre".


América Latina e Caribe
De acordo com o relatório, a América Latina e o Caribe são uma das regiões do mundo mais prejudicadas pelas inundações e secas severas provocadas pelas mudanças climáticas. Em média, as perdas causadas por esses fenômenos chegam a 84 bilhões de dólares por ano.

Na maioria dos países centro-americanos, a pobreza das populações afetadas por
 furacões aumentou em até 14%. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi.
Ainda de acordo com o documento do Banco Mundial, no ano de 2015 as seguradoras desembolsaram 92 bilhões de dólares por custos associados aos eventos meteorológicos extremos no mundo todo.

Entretanto, em entrevista à agência de notícias EFE, a economista Stéphane Hallegatte, que dirigiu o estudo, afirmou que os danos causados por inundações, secas ou furacões chegaram a 300 bilhões de dólares só no ano passado, já que a maioria deles ocorreu em países pobres e em áreas não cobertas pelas seguradoras.

"As pessoas pobres e em situação de exclusão sofreram as maiores perdas já que seus meios de vida dependem de menos ativos, seu consumo está mais perto dos níveis de subsistência, e não podem recorrer a economias para suavizar os impactos dos desastres", explica Hallegatte.

Resiliência
Os impactos no consumo mundial chegam a ser ainda maiores. O estudo indica que os desastres tenham causando perdas de 520 bilhões de dólares.

Segundo Hallegatte, "foram avaliados também os impactos das iniciativas realizadas pelos países para gerar resiliência frente a esses desastres, como os sistemas de alarme antecipado, ou as apólices de seguros e os sistemas de proteção social".

"A conclusão é que a combinação dessas medidas permitiria aos países e às comunidades economizar 100 bilhões de dólares e reduzir em 20% o impacto total dos desastres sobre o bem-estar", conclui.

Fonte: Terra, Com informações de TMS/efe/lusa.